agosto 07, 2005

"O princípio do fim do fim da minha vida.."

"Lost in the sun..Can everybody found their home?.."
Nostálgica. Enebriada. Confusa. Longínqua.
Hoje estou assim, apesar de não entender o porquê. Aliás, nunca se entende os porquês e as razões de sentirmos o que sentimos, dia após dia. Eu não consigo. As emoções são um produto, na sua grande maioria das vezes, fundamentalmente emocional, com milésimas partículas de átomos que apenas aparecem, surgem no nosso organismo e nós, ao certo, não sabemos porquê. Mas eles lá estão e continuam. Só nos resta racionalizar um pouco essas emmoções, para conseguirmos a magia do "Ying" e "Yang" e um equilíbrio nas nossas mentes naturalmente irracionais.
Mas, apesar de me dizer que não sei porque me sinto confusa e melancólica, minto. Há sempre um indicador, mesmo que pareça improvável, que nos leva à origem deste caos psicológico, residente no meu inconsciente, bastante consciente.
Hoje andei o dia todo a pensar na minha viagem para Cuba. Amanhã partirei para as Caraíbas - Holaaaa chicosssss - e ficarei lá 15 dias, regressando apenas no dia 22 para Portugal. A última grande viagem que fiz, foi há um ano, precisamente, quando parti para a Tunísia, durante uma semana, com os meus antecessores. Mas, desta vez, é tudo diferente. Duas semanas..Nove horas de viagem..Uma semana de circuito pelo país de Fidel, com direito a visitar paisagens verdejantes e deslumbrantes, zonas histórias e o paraíso subaquático..Uma semana de praia e alojamento num hotel de semi luxo, com mordomias e um quarto só para mim [só não tenho o Ferrero Rocher porque não tenho um vestido daqueles amarelo]..Parece excitante, não? Pois é, mas, apesar de ser uma aventura promissora, não me sinto particularmente viva. Ou seja, não sinto o sangue a ferver, conforme me corre pelas veias, não sinto as "butterflies" no estômago, nem o frenesim entusiástico a palpitar-me no coração. Pena. Espero que esta viagem me surpreenda. Preciso de viver tudo, intensamente, como se não tivesse fim. Mas..é esse o problema não? Quem vive intensamente, vive-o SEMPRE. Sejam as coisas boas ou as coisas más.
"Habibi!"
O WorkShop de Dança Oriental no CCB não podia ter tido melhor remate que o espectáculo que realizámos no passado dia 30, no Santiago Alquimista, ali ao pé do Castelo de São Jorge.
Chegámos às 19 e 30. Esperámos. Vimos o palco pequeno.."Ai, pânico..". Foi o ensaio geral. E depois disso, aperaltámo-nos, umas mais que as outras, para um espectáculo em família (visto que o público seria, em grande parte, formado por amigos e familiares das minhas leves colegas de dança).
Nesse dia, senti uma coisa que já não sentia há...anos talvez. E há vários. Oh se senti. Durante dois anos, fiz teatro e quando voltei a pisar aquele palco, para executar algo que eu estava a descobrir como uma arrebatadora paixão, as luzes entonteceram-me e o calor causado pelos brilhantes espalhados pelo meu corpo, juntamente com o eye liner pesado, nos dois olhos rasgados criados, fizeram-me alhear da realidade dura e crua, teletransportando-me para um imaginário de expressão, liberdade e bem estar. Ali, limitava-me a dançar, leve, mesmo com o suor a percorrer-me, com um sorriso na face e uma expressão de alguma sensualidade, olhando para os olhos acesos daquela plateia dispersa e difusa. Fumo, cigarros, bebida, uma iluminação tépida, que nos tornava ainda mais onduladas, mais sensuais, mais inalcançáveis, perante os dourados prateados daquelas moedinhas que nos conduziam e amelodiavam o corpo. A música arabesca, de quartos de tons, e de sopros arranhados, num timbre misterioso, funcionavam como fios invisíveis que me puxavam, me faziam levantar a anca e rodar a cintura, naquele meio de palco escondido, iluminado por um holofote.
"Um casamento e dois filhos.."
A semana que passou, passou mesmo e passou rápido. Nem queria acreditar que os dias passavam, no calor infernal da praia seca ou nos passeio solitários de Lisboa..E em vários cenários lisboetas, eu passeava com a mente em ti, não esquecendo, o que o meu coração ditava, serem os melhores momentos da minha vida.
Nas duas próximas semanas estarei longe de tudo e de todos. Estou de férias da minha vida. Se quiserem deixar alguma mensagem, escrevem após o Beep.
Boas Férias e muitas aventuras reboliças para todos. Voltarei. L.
"Lost in the sun.."

julho 28, 2005

"It's a Grey Day.."

" Ah e tal..porque o metro não funciona.."
Estou estoirada e confusa. Que dia. Foi o meu terceiro dia do WorkShop e estou cada vez mais cansada, fisicamente. Saí de casa atrasada, numa paisagem nublada e cinzenta. As pernas doíam-me, a barriga enrijecida fazia-me sentir aquele amanso físico de nada fazer e apenas permanecer no meu lugar, dentro do comboio, a olhar p janela. Ver a paisagem do mar e da ponte ao fundo, ouvir a "Sunshine". Pensar em ti..
Nunca mais chegava ao Colombo, mas ainda consegui trocar meia dúzia de palavras com aquele charmoso rapaz.
A aula de dança do ventre não fugiu à regra, metendo a coreografia para o espectáculo de Sábado, no Santiago Alquimista, muito suor e muitas dores..
Não me apetece escrever. Estou demasiado cansada. Voltarei. L.
" Always Believe.."

julho 26, 2005

" O regresso ao meu amado Egipto.."

"..3, 4, 5, 6..deixa o corpo fluir. Tu sente, tu deixa ir a natureza do corpo."
Hoje as minhas férias irma ser diferentes. A rotina do "levanta", "finge que come" e "sai dec asa depois do almoço para superar o tédio" ia ser quebrada e com ela vinha um novo desafio que aqui a vossa amiga sempre quis cumprir. O WorkShop de Dança Oriental no CCB com o egípcio conceituado, Mohammed ElMasseri, professor no Ateneu de Lisboa e conhecedor destes negócios há quase 20 anos.
Tendo em conta os últimos episódios conturbados da minha vida, onde o desporto não tem tomado um papel muito relevante, eu sabia que este WorkShop de uma semana (das 17 as 18 e meia e das 20 e 30 as 22...puxadote, hãn?) iria melhorar o meu estar físico e psicológico. Afinal, para quem não saiba, praticar a dança do ventre melhora a postura feminina, aumenta o bem estar enquanto mulher e dá mais sensualidade. O que iria ser óptimo..Além disso, sempre adorei praticar dança do ventre..Via o "Clone" e pronto..é o que dá, punha-me a abanar a anca no quarto ao som de "Habibi". Pode parecer foleiro, mas não é.
E foi precisamente com essa música que o WorkShop começou. Vocês não têm noção do que eu suei. A S. também foi comigo, mas estava atrás de mim e eu nem sempre a conseguia vislumbrar. O local era um típico sítio de ensaios de dança, com espelhos de um lado e o elegante egípcio com as suas roupas arrojadas: uma camisa vermelha com folhos e umas calças pretas com o lenço na cintura, cor de laranja. Havia imensa gente já conhecida dele, alunas, gajas com vestidos e fatos lindíssimos. Compridos, com muitos lenços de muitas cores. Bastava um ligeiro abanar e o "tchiqui tchiqui" das moedinhas infinitas, fazia-se ouvir. Fiquei impressionada.
Após uma pausa de duas horas, voltei a outra aula intensa de hora e meia. Desta vez não suei que nem uma cavala, a S. não estava comigo e fiquei alguns minutos sozinha antes da aula começar.
Aquela música a entoar na sala, o suor a escorrer pelas pernas abaixo, o tlim das modeinhas douradas dos meus lenços pretos..Tudo convergia para uma direcção de bem estar e segurança, com a fluidez daqueles movimentos sensuais onde as ancas, a barriga e os braços trabalhavam naturalmente. "Deixem o sentimento sair", dizia o moreno professor. À minha frente estavam as experientes alunas dele, que já deviam saber todos os passos de côr. E eu, continuei a olhar para o espelho, tal como o sabido egípcio sugeria, deixando o sentimento sair e sorrindo sempre para um futuro próspero e saudável, na esperança de algo novo surgir. Podem achar isto lamechas, mas foi o que senti naquelas horas em que lá estive. Longe de tudo e de todos, apenas livre nos movimentos dos passos daquela sensualidade, rebolando pelo chão, sujando o pé nu e calejado, molhando a ponto dos cabelos ruivos com a humidade das costas lisas.
E, passado as horas de libertação, caminhei para o comboio, o caminho para a exteriorização de 1000 pensamentos perdidos..
" Salamaleikum.."

julho 23, 2005

Princesa

" Daquele estrato ela desceu, com as mãos pequenas e frágeis, numa doce agonia de viver, transparecida pelo aveludado contorno dos lábios. E sorriu, para mim, num brilho de viver, vezes em conta, naquele chão fora de si, fora do seu alcance."
S.
Quando a conheci, simpatizei logo com ela. Pequenina e cheinha, na altura. Cabelo mt escuro e uns olhos enormes, como bulotas que brilhavam a distância, enfeitadas com longas pestanas. Um sorriso terno e rasgado, vestido por dentinhos brancos e direitos. Uma doce rapariga, enérgica e ingénua, parecendo muito mais nova do que é.
Hoje em dia, após vários anos de ligeira convivência, essa rapariga representa muito mais do que uma figura obrigatória para mim.
Via-a muitas vezes a descer aqueles escadarias, de olhos inchados, sempre a fugir, com o medo estampado naquela expressão miudinha. Não entendia porque tinha aquele comportamento: dois grandes olhos que falavam por si, mas que se reprimiam numa prisão de sentimentos mistos e agonizantes. Eu via que ela não andava bem, queria ajudá-la mas não era fácil.
O tempo passou e ela não se soltava. A Princesa lá andava, murcha como muitas flores que não apanhavam raios solares, nem eram lavadas com a pureza da terra. Perdeu peso, esmoreceu-se naquela prisão, onde apenas um dragão a protegia da beleza da realidade, não sabendo qual o caminho tomar para atingir a sua meta. Nem que meta seguiria.
Doce Princesa.
Caminha, vagarosamente, naquele esguio de corpo, pelas ruas sujas da cidade, brilhando vagamente por cada esquina cruzada, bafejando o ar de um aroma doce. Os cabelos cor de fogo, avolumam a atmosfera, decoram as copas das árvores doentes que rodeiam os citadinos. O sorriso honesto e devorador de partículas de música dirigi-se a mim e, de olhos bem meigos e atenção afiada, ela contempla-me a abraça-me como se aquele fosse o último momento, ainda para nascer, na esfera do Universo.
Bela Princesa. O seu instinto abraça-me e fortalece-me. Beija-me as feridas no coração e muda as ligaduras das lágrimas ensaguentadas, fortes na sua direcção. Afaga-me os longos cabelos, vendo neles um brilho furtado, enche as minhas órbitas com novas percpectivas e visões. Ela é sangue do meu sangue, é minha parente em tudo. Inseparáveis.
Princesa.
" É hoje que falo de ti no blog!!! Vou-te dedicar um post!! Adoro-te!"

julho 21, 2005

A Guerra da Chacha

"Não se armem em porcas..Devem pensar que são muito boas.."
Ouço "Eurochild".
Hoje fui com a minha irmãzinha S. ver a "Guerra dos Mundos". Fiquei desiludida. Adorei a primeira parte do filme, aliás, aqueles minutos em que a máquina surge do solo. Excelentes, brutais efeitos especiais, com algum suspensa bem conseguido. Nesse aspecto, é 5 estrelas. Mas depois disso, pouca inovação retirei daquele filme, pouco dinamismo. Era sempre a mesma tanga: o Tom Cruise a fugir com a histérica da filha - muito gira e expressiva também, por sinal - e, milagrosamente, estava sempre na altura certa e no momento certo. Pois. De que forma é que se explica que o bonzão nunca se tenha ferido? Nem um arranhão..Ok, mentira. Tinha um arracanhão na sobrancelha. Mas isso, segundo os estudos e gostos mais recentes, acaba por ser considerado algo sexy. Por isso, tassee. Tirando isso, nada de novo acrescentou, porque a história era fraca. Contudo, não deixa de ser um bom filme e bem concebido. Steven Spielberg é aquela base, como todos nós sabemos.
O que é realmente divertido e giro, foi a história que se passou nas bilheteiras. AhAhAh....hilariante, meus amores!! [Mudei para a "Protection"..] Estávamos prestes a chegar a cabine com aquela simpática senhora de óculos e cabelo escuro escorrido, quando a cabina ao lado, ficou livre e eu apressei-me a ir para lá. Atrás de nós, estavam dois fedelhos, que não tinham mais de 12 anos. Provavelmente, nem tinham pelos púbicos, coitadinhos. Tadiiiinhos. Eu fui à cabina do lado, mas a senhora balofa com a juba encaracolada loira baça disse "Esta cabina é para esta fila..Você estava na outra fila". Gentilmente, recuei e voltei para o lugar onde estava e aí...o imprevisível e o não natural aconteceu. Aquele macaco amestrado, de orelhas de banda, sobrancelhas à Álvaro Cunhal e cabelinho à fodasse, começou a acusar-nos de os ter passado à frente. Vejam-me só isto. A s. passou-se logo, a berrar com os fedelhos, enquanto eles nos diziam que éramos porcas e vacas. E que tínhamos a mania. Pedi os bilhetes normalmente, ignorei aquela pequenea de dois fedelhos que há cinco minutos atrás falavam de soutiens e agora queriam se afirmar como os novos símbolos da masculinidade desta geração plástica do século XXI. Autênticos machões. AhAhAh...Que vontade me deu de rir...Uma comunicação pouco amigável. Ainda nos mandaram calar. Axei..a situação ridícula.
"São terroristas?"

julho 20, 2005

"Atenção, Senhores Passageiros, a circulação encontra-se interrompida pelo seguinte motivo: acidente com peão. É favor não forçar as portas."

"Não estou disponível. Ponto."
Tchaikovsky.
Ontem fui ao cinema. Já ando para ver a "Guerra dos Mundos" há algum tempo, mas a oportunidade nunca mais surge e como estava com o D. a circular, naqueles belos e saudáveis ares do Colombo, decidimos ir ao cinema ver qualquer coisa. Já agora, não pensava em certas e determinadas coisas que me consomem o espírito como ver as fuças do meu vizinho de baixo a bater-me à porta, em plena hora de morfes, a dizer que a minha voz se eleva até às profundezas das suas infernais cavernas secretas. Pff..É claro que isto não me incomoda, pevas nenhuma, mas também não estavam à espera que revelasse já tudo, pois não?
Como não havia grande escolha, fomos ver o Papão, aliás, "Quem tem medo do Papão?". Uma boa tradução, definitivamente, quando o título original é só "BoogeyMan". Boa escolha. "Yo, chefeeee..vai uma dose de boa tradução na universidade nova!". De facto, achei o filme bastante razoável, já que o suspense estava bastante bem condimentado e apimentado. A imprevisibilidade era alguma, não sabendo ao certo o que ia acontecer, porque com aquele fulano podia acontecer tudo: desde cair as calças e ver-se as ceroulas cor de rosa choque que a empregada lhe tinha oferecido nos seus seus ingénuos 16 anos, até ficar encurralado na escuridão. Já sabemos que neste tipo de filmes de terror moderno (sim, n há como o "Shining" ou algo do género para nos arrepiarmos numa sexta feira 13) o que realmente funciona são os tipos de planos utilizados e a banda sonora. Imagem e som completam-se, fundem-se e para que o clima do inesperado cresça, devem funcionar mutuamente e alimentar a outra, sucessivamente. (Coisa estranha..Desculpem mas tive um Dejá Vu agora..Scary..tava a escrever a frase e tive a certeza que já tinha visto isto antes...)
Por conseguinte, ainda me assustei duas vezes, nomeadamente na cena em que o gajo tá a conduzir, muito bem, não havendo qualquer indício de proximidade de perigo, com uma música manhosa e dissonante e irritante, e, bate um corvo enorme contra o vidro e ainda é quase esmagado por uma camião que vinha de frente. Não quero "spoiler" mas de certeza que não devem querer ver este filme..Mas hey, sempre podem alugar numa daquelas noites de Inverno, com muito vento, chuva e uma companhia bem aterradora, para acabarem por fugir dali para fora. Ahahahah..Não esquecer as pipocas.
Contudo, ontem uma pessoa atirou-se para a linha do comboio, nomeadamente em Belém, porque a minha cara progenitora liga-me e informa-me do sucedido. Aliás, foi uma senhora que se atirou em Belém e que estava mesmo por debaixo da carruagem onde a minha informadora se situava. Ainda fiquei parada mais de 15 minutos em Caxias, por certamente estas coisas demoram. E é incrível, observar as reacções mais inesperadas destes seres que andam connosco no dia-a-dia..(aliás, andam que nem Zombies). Uma pessoa acaba de perder a vida, por razões que desconhecemos, poderão ser as mais ridículas, Mas a preocupação das pessoas é só o tempo que ali perdem, e o dinheiro que gastaram no bilhete. Certo.. Compreendo, também gasto dinheiro no passe, que não é nada barato, mas perante tal situação, só penso na vida daquela pessoa e nos motivos que teria tido para fazer tal coisa. Um acto total de desespero. E ao mesmo tempo de coragem. Em toda a minha vida, já senti esse desespero. Mas com as oportunidades que a vida nos dá, transformei esse desespero no inesperado e tudo se tornou muito mais surpreendente.
Voltarei, meus amores. L.
"Paguei o bilhete e agora é isto.."

julho 17, 2005

Sunshine..

"..Obrigado.."
Neste momento estou a ouvir uma música muito relaxante, de Jazz. Sinto-me inebriada, meio dormente e, ao mesmo tempo, melancólica. Chama-se "B'Bye" do Chuck Mangione.
Tenho saído todos os dias, durante o dia. Eu e a S. vamos passear, vamos à Baixa, vamos a Belém, etecetera e tal. Desde que as férias começaram, raros foram os dias em que fiquei no meu canto em casa. Ou saía com o D. ou com a S. [e às vezes com os dois..]. Cinema..praia..piscina..e muito sol. Depois de um ano lectivo, hediondo (é este o termo, odiei mesmo este ano e já decidi que não vou trabalhar para museus, coisa nenhuma..vou mas é seguir jornalismo ou comunicação social..bem, a não ser que possa ser recambiada para uma escavação arqueológica no Egipto..Não me levem, mas não sei se as minhas narinas iriam aguentar a pressão do mofo o dia todo..iria adormecer..ok, final do parêntesis.), tudo o que eu queria era divertimento..e tive-o.
Contudo..as coisas mudaram e em vez de ter divertimento, a dada altura, tive confusão e medo. Voltarei. L.
" Parecia que tinha cometas nos olhos.."

Rewind and Forget..

Já lá vão 5 meses e uns quantos dias..
Da última vez que cá vim..bem, não me recordo. Mas já foi há muito tempo.
Tenho as mãos ásperas, é do detergente. Pois é, agora sou doméstica na casa do Primeiro-Ministro..brincadeirinha..Regras novas, pele nova é a vida.
Voltei. Para poucos mas bons. Esta minha ausência pode ter parecido estranha mas não consegui arranjar paciência para escrever, depois de chegar a casa sempre depois das 9 da noite..Aulas a tarde toda, problemas, sarilhos. E a minha vontade de escrever seja o que fôr, diminui. E como não tou aqui para fazer favores a ninguém, dei-me a mim própria o bel prazer do "dolce fare niente" como o T. diz, desta vez..o "Dolve scrivere niente". Já bastou as horas infindáveis de secretariado na Católica. Pleaseeeeee....
Em Fevereiro começou um novo semestre e decidi empenhar-me para que os meus resultados fossem menos frustrantes do que a etapa anterior. Infelizmente, apesar de ter melhorado ligeiramente, fui novamente vítima das injustiças da católica..o que se há-de fazer, meus amigos..aquela gente vive naquela capa de hipocrisia e não recompensa devidamente as pessoas..Fiquei muito revoltada, nomeadamente com a professora de C.E. que deu nota máxima às cabras menstruadas da minha turma que plagiaram o trabalho. Coisa pouca, coisa doce..pfff..
Para além disso, preossegui em várias aventuras, extra curriculares. Eu e a S. começámos a sair cada vez mais, a estarmos mais juntas, o que realmente me fez sentir renovada. Pelo menos, há uma pessoa que pode saber tudo de mim. É boa esta sensação de despimento total perante alguém, sabendo que ela nos retribui com tudo o que há de mais verdadeiro nela. Acima de tudo, admiro as pessoas verdadeiras e honestas. Se bem que isso pode custar algumas dores de cabeça..Mas é gratificante ter a lealdade de alguém, passar horas a falar do que me apetecer sem que ter que ouvir que sou maluca ou doida, poder rir e cantar alto no meio da rua e ainda, alinhar em algumas aventuras no loveeee traainnn.
Estes 5 meses foram fortes e intensos, para além de ter uma "mais que tudo" no meu dia-a-dia, uma confidente e irmã, tive muitas peripécias na faculdade e fora dela. Detalhes? É melhor não, antes que atirem ketchup para o ecrân..o que vos posso dizer? "Cassilda Bessaaa.." S. esta dica, só nos entendemos..
Já desde 9 de Junho que estou de férias da faculdade..mas foi no dia 24 que tudo começou..Ainda tive exames na academia..(yesssss, acabei o 8º grau de F.M. finalmenteeeeee!!) Apaixonei-me em Maio..Comecei a namorar..
E agora? Agora já estou solteira de novo, aborrecida até à morte e apaixonada outra vez. Complicada a minha vida, hãn? Pois é..Tenho tanta informação na minha cabeça, que nem consigo seleccionar nada para escrever. Imaginem. Este post era uma ponte para a actualidade. Já volto..L.

fevereiro 02, 2005

"..Áaammennnn.."

Passei mais de metade das minhas férias na faculdade para fazer o trabalho de C.T. e digo-vos...QUE PORRA DE TRABALHEIRA!!!! Depois de um semestre particularmente difícil para mim, acumulei mais noites mal dormidas e as olheiras iam sendo, visivelmente, maiores, possuindo um encanto semelhante às rugas das damas cinquentonas. Se não fosse a minha paixão por estas coisas, não teria feito este sacrifício mas o trabalho e a inter ajuda são interessantes, o processo é unusual e a oportunidade criativa pura surge pela primeira vez desde que ali estou, não podendo ser desperdiçada. Infelizmente, o final não foi dignamente feliz e como esperávamos, já que nos vimos privadas de concluir a nossa obra. Forças maiores e divinas impediram a nossa força de ser, castigando-nas para a eternidade. Nem com 3948989 avés marias e 2392039 pais nossos, podemos ser redimidas do nosso não existente pecado.
Mesmo assim, a B. a T. e a E. [e tudo o resto, como é óbvio] são três símbolos de muito trabalho e carinho, cinematograficamente, inesquecíveis. [Lamee..pfff.]

janeiro 30, 2005

Retrocessos, Avanços & Cª Limitada.

Já lá vão dois meses e meio desde que eu deixei aqui uma palavrinha de sinal e consolo para quem ler isto. Wherever, whener, whatever.
É impossível sintetizar o meu estado de espírito nestas largas semanas, mas posso-vos dizer que não foram fáceis [como de costume, nesta época em que os sentimentos de referência e saudade do passado se fundem e misturam com expectativas longínquas].
Depois de falhar as minhas expectactivas como aluna na universidade, não conseguindo chegar ao nível do semestre anterior, vi-me envolvida em narrativas complexas, cujos protagonistas iam rodando, tendo sempre uma ligação estritamente forte com a minha pessoa. Isto pode parecer chinês mas é muito simples. Na jornada da vida, há pequenas histórias, há pequenas coisinhas e pormenorzinhos que nos dizem algo mesmo que não saibamos porquê. Podemos não conhecer, e até não entender o porquê disso mas afecta-nos. Ou seja..Pessoas, palavras, sussurros, mensagens, cores, ventos, materiais: tudo nos atinge, de que maneira fôr e ninguém é imune a uma rotina que se produz e progride numa escala virtiginosa de sensações que nos assombram, como se fossem irrucusáveis e inefáveis. "Inefáveis". Adoro esta palavra.
Isto tudo para explicar que, se num dia pensava num objectivo, numa coisa que me afectava, me fazia gastar energia, tempo, dinheiro e ganhar uma ruguita ou outra, noutro dia, as imagens que me assolavam o espírito tinham como epicentro algo distinto. E as histórias da minha vida multiplicavam-se, ora somnado-se a derrotas, ora reforçando o orgulho de espírito proeminente e único.
Este meu filme teve picos, alternativas a coisas que rejeitava, voltando a uma coisa, passando por outra, riscando outra já conhecida, regressando, por vezes, a um início ousado. Eu gosto do risco, de me exceder, do proibido, de ir por onde não devo, de desafiar os meus limites. Mas isso...acarreta inteligência muitas vezes.
Veio o Natal e uma calma surgiu. Mesmo com o frio e alguma passividade, parei no tempo e espaço, tentando aproveitar uma noite cujos desafios eram, praticamente, nulos, um obstáculo à minha imaginação, representando o meu papel esperado e desejado, em camisolas, cachecóis e outros acessórios rejeitados pelo meu corpo e alma, afincados com calor.
Os dias da passagem de ano foram interessantes, com uma nova história de protagonistas e teias, onde os cajús, a oferta de uma rosa, o frango frito e o karaoke da ps2 marcaram esta cena, desprovido de censura ou perigos, mesmo havendo algo inconscientemente, marcadamente pressionável.
As duas semanas seguintes foram de alguma confusão, de alguma estranheza, num tempo que fugia perante a minha vontade. Acabo de perceber que falta pouco mais de uma semana para voltar ao activo e preciso de sensações. Fortes. Carpe Diem, amigos. Voltarei. L.

novembro 16, 2004

"..Cigarettes & Chocolate Milk.."


"...Olhos de vidro, pensamentos cruzados e lugares marcados.."

Sala de computadores nas maravilhosas e avançadas instalações da minha, quase, segunda casa.
Queria escrever alguma coisa para me descrever o eu estado de espírito, dado que no domingo pouco fiz de produtivo para além de criar a Joana [incrível, em horas a miúda passou de bébé a cachopa de 6,7 anos] e ontem não cheguei a escrever..
Passei o dia todo fora de casa. Infelizmente, de manhã tive o obséquio de ficar retida no Metropolitano de Lisboa [que pomposo..], acabando por faltar à 1ª parte da aula de ACT. Para mal dos meus pecados, o "senhor" não me tirou a falta..
O resto do dia foi normal e tranquilo: passear por sítios conhecidos, vislumbrar rostos familiares e pouco esquecidos, vozes berrantes e ríspidas, piadas secas, hálitos de tabaco e muitas camisas "Sacoor" de cores e sabores. Mais cores e sabores.
Tenho de ir. Volto logo. L.



novembro 14, 2004

"Challenge everything.."

E assim passou mais uma fim-de-semana. Alegria, alegria.
Ontem fui a Lx. Teve de ser..apesar da vontade de ficar na cama a dormitar o dia todo, ser maior que tudo..O dever chama e aqui a vossa Super Heroína das arábias, depois de um almoço recheado e calórico na P.H. com o T. , percorreu uma boa parte de lisboa em busca dos livros perdidos..[dejá vú, isto faz-me lembrar qualquer coisa..será o Indiana Jones?..]
Não sei de onde o E.C.T. desencantou aquilo mas nem na Fnac havia uma única referência.
O esquadrão dispersou e mais um dia passou. Pouca produtividade, na realidade. Devo confessar.
O dia de hoje, com o seu frio azul, de um céu que rasgava as pálpebras, pouco convidava para actividades extra-caseiras. Como acordei com a garganta arranhada, vinguei-me da semana passada e gastei umas horas a jogar "Sims 2". Joguei tanto que me fartei completamente. E agora cá estou, amigos. Com pena de um fim-de-semana ter ido...Mas feliz por mais uma semana começar..E vai-se lá saber porquê..."..I'm a hunter..." L.

novembro 13, 2004

"Homem de casaco de ouro e olhos cortantes.."

"..Sweet Friday.."

Acabei de reler o meu último post, publicado, exactamente, há duas semanas. Devo dizer que o espírito derrotista dos primeiros parágrafos me deixou espantada. Eu própria já não me reconhecia. Será que quem escreveu aquele post foi uma exteriorização de uma das minhas personalidades? Naaaaaa. Isto de se ser temperamental e ter grandes picos emocionais, é mau. Dá trabalho e afasta as pessoas. Por isso, o meu lema hoje é "Carpe Diem". Aproveitar a vida.
O pessimismo daquelas linhas morreu ali, neste momento nada vale a minha melancolia.
Amigos, sejam loucos, sejam verdadeiramente loucos. Cruzem os vossos pensamentos, vivam ao segundo, ouçam A música 309093083298 vezes até se fartarem, não restringem as vossas vontades. Saboreiem cada onda, cada sabor de vento..Err..é preciso é não se afogarem e dosear o piri-piri..O dia de hoje foi bonito, com o céu azul, o frio de um doce inverno que nos obriga a recolher no calor de um cachecol fofinho. Mas quero retomar, quero falar das minhas duas últimas semanas.
"..You give me power, You give me reason..Will You Love Me?..Time Only Knows.."
Devido ao fim-de-semana prolongado, tal como tinha dito, abalei com a comitiva genética para P.C. No litoral alentejano, iria passar belos dias de emoção...virtual. Exacto, isso mesmo.
O T. foi connosco e explorou todo o meu material tecnológico até ao último instante. Sugou tudo, até ao último segundo. Não lhe deram caramelos quando era pequenino. É o que dá.
A chuva foi presente e, a preguiça de um amasso "sofaiano" e com base em entretenimento descontrolado, fez com que eu ligasse a minha PS2 e gastasse parte da pele dos dedos, a percorrer um percurso imaginário num mundo bem distante do meu. Pois..é que já não se vê homens daqueles, com uma bela cicatriz na sobrancelha, voz melosa com british accent e uma espada no punho, disposto a matar todos os monstros e a salvar uma donzela.. [Ya, pois. Buéé. Pixeis..]
O mundo medieval da Pérsia, num extraordinário complexo cinemático que capta todos os nossos sentidos, faz-nos esquecer do mundo lá fora, num sentido positivo, fazendo-nos fazer pensar mais em como derrotar 20 monstros de areia seguidos, do que nos problemas de cirrose política do nosso seboso 1º primeiro-ministro. [Sem ofensa..mas aquele cabelo..parece que foi embebido em óleo..]
Os efeitos extraordinários do "Prince of Persia: The Sands of Time" fazem com que possamos sentir-nos na pele de um protagonista de uma produção fabulosa de Hollywood. Uma excelente história com pormenores gráficos e visuais muito realistas, completos com toda uma sonorização para além do que se pode chamar "à frente". Aquilo ultrapassa os sonhos da nossa realidade. [ui..será que estou a exagerar?] Desde a extraordinária banda sonora, com génese na música do Médio Oriente, com escalas melódicas e meios-tons, num misto de guitarradas electrizantes, durante os minutos que enfrentemos três monstros, numa aflição viciante, passando por uma rica composição e elaboração das personagens e so seu comportamento inter e intra pessoal, até aos momentos cinemáticos do jogo, que lembram uma película do cinema, na qual seguimos, atentamente, com um único fundamento: o prazer do self.
E assim foi. O brinquedo foi utilizado e lá me ia entretanto a brincar com o T. virtual nos "Sims 2", fazendo com que a mulher se tornasse lésbica, mesmo diante dos seus olhos. Em poucas horas de jogo, ela traíu-o, morreu queimada num incêndio na cozinha e ele, ao ficar sozinho, não aguentou a presença do fantasma dela na casa, acabando por ser levado pela morte, devido à falta de energia. "Lesbiana". AhAh..
Posto isto..Contagiei mais uma pessoa pelo misticismo do Médio Oriente. Mas quando digo que contagiei, bota carradas de bué para cima disso. Agora a meta é esperar pelo lançamento da sequela, "Prince of Persia: Warrior Within". Passados oito anos do enredo de "Sands of Time", o ambiente é totalmente dark, com um grafismo assente no binómio negro/vermelho. Aqui já é permitida a maior das violências com decapitações, torcidações, e outros reflexos atacantes lembrando os esguichos de sangue de Quentin Tarantino, sempre com a possibilidade de controlar o tempo na aventura. Eu adoro é o rewind. Podemos morrer à vontade..Sempre se pode recuar 10 segundos no tempo, se houver areia para isso...Qualquer dia penso em vender cópias piratas dos meus cd's da Tunísia e de música oriental para a Feira da Ladra..Ia ser muito IN, um show!!Lol..
Kakalukia..[descobrir o que isto é, é um bom desafio..] 4 dias, 2 jogos e polegares esmagados..
"...And I'm a Hunter.."
Depois de viver noutra dimensão, o trambulhão foi duro. Com o 1º teste de S.C. à vista, a vontade era quase inventada. Basicamente, só me lembrava disso quando chegava à faculdade e via toda a gente a abanar as folhas [já todas sublinhadas de cores berrantes, reparem na eficácia..]. A minha consciência acordava por instantes e até podia sentir uma ligeira vontade de vislumbrar as folhas mas quando saía do campus universitário, entrava na minha dimensão que excluía o queimar de células cerebrais à custa de teorias milenares agonizantes.
Apreciei as viagens de comboio, as conversas, um momento que fica na história como insignifcante mas que, na realidade, é mais constante na minha vida do que tudo o resto.
Os dias passavam e algo mudava. Há sempre personagens inesperadas em qualquer história e como dizem que "A Arte imita a Vida"..
"..Ai Azulão, Azulão companheiro..Vai..."
E mais uma vez, fui passar o fim-de-semana fora. No sábado fui ao CCB ver um concerto de canto, de música brasileira. Deu para conhecer pessoas e apreciar música, feita live por uma fabulosa cantora [de cabeleira farfalhuda morena e de vestuária pirosa, com um azulão forte que condizia com o título de uma peça de reportório] e uma pianista, desenvencilhada e dinâmica, numa negritude que se confundia com o pano de fundo. Com chamas nos dedos, as notas saltavam e, quando não era assim, sentia-se um íman com o piano, sentia-se paixão e amor pela arte. Mesmo não tendo o hábito de observar mais iniciativas destas, fiquei sensibilizada..O engraçado é chegar a um ponto em que não se ouve a música..nem se percebe o que ali vai.
Mas, de algum modo, aquela música nos remete para a nossa vida, estabelece uma ligação entre imagens zapping e o que se sente ou já sentiu. A música exprime emoções, salta qualquer coisa ali que nos faz lembrar sempre algo, ocorrido na nossa vida, porque música é a vida. A vida faz-se de expressão e a música também. É esse o brilho da música. Fascinante.
Vídeos..Fotos..Alguma televisão..Lá se passou esse fim-de-semana, onde chegada ao C.S. escutava os sons de um domingo triste e enublado e previa os fumos de um futuro agitado.
"..Tabelas de horários, linhas de carris e 106.."
O teste. Tornou-se uma realidade à qual não consegui mais fugir, nem evitar. Nesta segunda, já toda a gente tinha lido tudo, pelo menos, uma vez..E eu que tinha lida escassas páginas. Estar na faculdade era tortuoso e quanto mais falavam disso, menos vontade tinha de estar ali. Miséria.
Com a 1ª prova de avaliação na quinta, comecei a sublinhar, a ler, passando um par de noites a fazer serão com os apontamentos, contando as folhas que faltavam para me despachar.
O escape continuava a ser a viagem diária para casa, onde o frio das noites de Outono e o cheiro das castanhas de São Martinho me levavam a correr pelas escadas perigosas do metropolitano, procurando sinais de algo que já vira e gostara. Encontrei esses sinais e a cinética da linguagem fez-me sorrir de novo, sorrir, esquecendo a minha responsabilidade académida, ao som de Björk.
Olhar fulminante, numa inteligência dura física. Olhar duro e cortante, na sua figura. Um carro a passar, acompanhado de um vislumbre. Roçar de mini saia num motor poluente e um foco de luz a querer iluminar um sorriso escondido. Olhar baixo de cera, uma saída desprezada e um virar para trás..Aliás, dois..Um arrancar na 106, sob o sinal de stop após uma dedada que pisca em mim..
O teste lá foi e fez-se. Fico feliz porque já passou e agora estou de novo num fim-de-semana. Tenho trabalho de grupo para a disciplina do tão fofinho Eduardo Cintra Torres [ya, pois..bués].
Voltarei..
L.

outubro 28, 2004

Experiências, indecisões e ovos mistos..

Um dia. O último dia em que escrevi sentia-me mal, melhor, sentia-me longe de tudo o que estava na minha íris, distante de certos objectivos que sabia que não podia evitar, longe do que queria, do que desejava e do que temia. Porque muitas vezes aquilo mais ansiamos ter é o que mais receamos. Se ao menos, conseguisse entender porque é que é tudo tão difícil de aocntecer na minha vida. Não sei se é azar, se sou eu que não procuro nada, se procuro de mais, ou se n é suposto acontecer nada. A minha esquizofrenia está a ficar crítica..E como ja disse ao D. Deus ando a gozar comigo, a controlar a minha vida como se não fosse nada. É isso, faz todo o sentido.
"Pôxa cara, se liga vais, né moça..Cê não tem qualquer hipótese." Sim, é isso mesmo, não leram mal. O "raios parta o homem" está no nordeste brasileiro, rodeado de mulatinhas de olhos esverdeados e bumbuns gostosos, a beber uma caipirinha, a fazer zapping a uma televisão, controlando-a e dominando-a com uma facilidade, tal e qual como controla as nossas vidas. Na sua pequenina tv vê-me a cada instante, desencontrada nos meus objectivos, no meio de uma espiral e de uma labirinto sem saída, sem solução para os problemas do dia-a-dia.
"Ó moça, não grila não, cê não chega para isso..UaHAhUAHAUAhauahaAH..".
Ups..seems like i'm going nuts..
O dia ontem foi mas divertido, tanto porque a minha loucura aumenta cada vez mais e porque tive companhia, o que me permitiu dar asas às minhas acções de uma maneira inapropriada como eu gosto. Às tantas, tava a ver se ia para cima de uma mesa do bar dar um berro da revolta e da fúria. Tenho muitos flashbacks destes a meio de qualquer coisa, às vezes quando estou numa aula, uma imagem pasa-me pela cabeça e deixo de ouvir, troco as coisas, e quando estou errada nas minhas trocas, sinto um certo pesar, afinal de contas as coisas não podiam ser mais trocadas de vez em quando, para fugir à norma? Aliás, se tudo fosse mais diverso e bem mais excessivo em diferenças, só ganhávamos com isso. O mundo tornava-se um desafio muito maior.
Hoje encontrei o N. Foi uma companhia até ao metro e cá estou eu, na velharia informática da UCP, pronta para uma aula de M. Sinceramente...Hoje tou naqueles dias em que escrevia, escevia, escrevia, escrevia o dia todo.. [Quer dizer, também tenho de comer e ir à casa de banho de vez em quando, não sejam egoístas caraças..] Acho que a escrita me liberta e me faz sentir um pouco mais leve, apesar de ter o mesmo peso..ahaha..piadinha seca..
Voltarei à noite para mais teorias de estado do espírito e para uma especial despedida, pois neste fim de semana irei para outra terra, bem diferente desta..L.

outubro 26, 2004

Another riddle...

Cá estou eu de novo, no meio das minhas embaraçosas vivências
universitárias, no meio da universidade, no seu melhor. Cibernautas no MSN,
o
resto é treta.
Hoje não é o meu dia, de certeza absoluta. Sinto-me isolada da vida, de tudo o que me podia por bem e feliz. Como se houvesse um guarda em cada esquina, num portão de um jardim verde e florido, num belo dia colorido. Ele usa o seu apito fulminante, endireita-se como se estivesse num espeto e diz: "No acess possible!". Não me perguntem porque é que o gajo respondia em inglês, só me pareceu mais natural e melhor, fazendo lembrar os polícias ingleses, com o seu sentido sotaque e rigidez muscular.
A manhã é longa e o almoço é curto. Voltei a experienciar uma sensação de pânico que já não sentia há bastante tempo. Não foi agradável. Aquela sensação de fugir, os corpo a tremer, o calor..
A incapacidade de obter um bem precioso é inalcançável, impossível, fora dos meus limites como ser humano e mortal. Pelo menos é o que parece. Se não é assim...porque é que todos os meus esforços são vãos? Tenho um muro à minha volta que não consigo quebrar, sinto impossibilidade de passar por abismos de loucura e túneis fantasmagóricos de alucinações..
Não sei se estou a delirar, se sou assim por natureza ou se hei-de um dia ter sorte na minha vida. Não entendo mais nada, não consigo ser irracional de uma forma racional e vice versa. Controlar os pensamentos, manipulá-los e forçá-los. Quebrar o limite, viver em excessos controlados.
Hoje não é um bom dia. Tudo é cinzento e escuro. Quero muita côr.

outubro 24, 2004

13/09/04


Domingo brejeiro, em que raios de luz andam sumidos..
Voltei amigos, depois de várias semanas se ausência. Não me
esqueci de vocês, de mim, deste blog..apenas andei a deambular por outras
terras, as terras da realidade, que muitas vezes são feias e difíceis de
encarar. As semanas vão passando, o outono vai florescendo e dando, cada vez
mais, o ar da sua graça com a chuva, o tempo incessante de leite quente e
torrada, o cheiro das castanhas ao longe, a roupa quentinha e uma vontade de
refúgio no divertido e agradável.
Daqui a pouco já é Natal. Árvores por todo o lado, luzes,
flocos de neve artificais e outras coisas. Quando chega mesmo o Natal já
ninguém
pode ouvir falar de carrols e outros afins. Mas eu gosto
muito do Natal
sempre gostei e sempre vou gostar do espírito. Mesmo que o
Natal hoje em dia se
baseie em cartões de crédito, compras e consumismo, é
sempre um escape saudável,
uma forma de pensar que a humanidade se pode
juntar, ser feliz, acreditar em
qualquer sem ser a fome, a guerra, o ódio,
as estúpidas intervenções do Bush que
deve ganhar de novo as eleições.
Aqueles americanos...No que andarão a pensar
para votar naquele
anormal?!?!?
Anyway..Tenho andado nas aulas, com um peso nas minhas costas
que não sei cm resolver..[não tou com nenhum problema na coluna, é mesmo o
peso
dos trabalhos e tudo o resto].
Ainda ando a tentar escrever o meu diário..só que é cada vez
mais difícil, o tempo passa e sinto-me distante daquele longínquo mês de
Julho,
onde tudo me parece agora um flash de inefáveis emoções. Tenho
saudades das
pirâmides, na sua monstruosa beleza, da esfinge, do Nilo num
calor que emana
magia, banhado pelo tortuoso sol. Tenho saudades da Ana,
saudades do exotismo,
da viagem, do desconhecido, de cruzar caminhos fora do
meu alcance do
quotidiano.
Se estiverem atentos, estarão curiosos em relação ao título deste post..
Digamos que me diz alguma coisa, é uma data especial..
"Vamos ao Placard"..
Tás na minha cabeça, dia a dia. Agora só penso em ti, no teu olhar, a incidir sobre mim, numa seriedade ingénua. Penso no teu cabelo preto, na sua suavidade, penso num sorriso que contemplo através de uma visão, penso na tua voz, no nariz de Deus. C. és soberbo.

setembro 30, 2004

E então pessoal, como é que é?..

"Meta na sua cabeça de uma vez por todas, não é falta de vontade.."

Rafael..

Tenho andado ausente. Com pouca paciência para escrever, com aulas todos os dias atè às oito da noite, ando a "passear" de casa para a faculdade, da faculdade para casa, aumentando a cada dia a matéria da aula e o peso da responsabilidade académica. E os trabalhos..são tantos e tenho de pensar em todos neles. É complicado. C. T. é a disciplina que mais me entusiasma por ser tão dinâmica e puxar tanto pela minha criatividade. Finalmente. Depois de três anos de marranço, de teorias abstractas e intermináveis, podemos fazer mesmo algo para nós, tudo fruto da nossa imaginação e..vou ter mais trabalhos: H. A. P., M., S., S.C. são os felizes contemplados.

De resto..Há coisa de dois fins-semana atrás, já depois das aulas terem começado, fui passar um fim de semana a Stª Cruz a casa de um amigo meu. Na altura, não me encontrava muito sociável, pelo contrário, bastante fechada e irritável. Mas aceitei o convite como um desafio para superar as minhas anomalias passageiras, tendo um excelente resultado pois fartei-me de rir, de me divertir, apanhei um tempo fabuloso na praia, fiquei a dormir num anexo cheio de cultura [T. bela "fnac doméstica", não é?], comi bem e à portuguesa, e conheci uma simpática checa, a Suzanna, de cabelo liso aclarado e olhos esverdeados. Tinha uma genica diabólica a jogar raquettes na praia e estudava engenharia civil. Tenho saudades dela.

No sábado passado fui ao jantar de anos do L. Fartei-me de beber sangria, sentia-me uma esponja que tinha de ir, sucessivamente e regularmente, à casa de banho. Mas o principal objectivo era divertir-me e consegui concretizá-lo. Ri, comi, perdi alguma da noção de sentido das coisas: estava ali a enfrascar-me ou a perder o juízo?É a nesna coisa? Ou será que nunca tenho juízo? Mas soltei-me, disse o que me vinha à cabeça e fiz todos os disparates, descontraídamente, como se não houvesse problemas, nem impedimentos. Finalmente, senti-me verdadeiramente extrovertida, algo que sou muitas vezes no meu complexo comportamento.

Acabei de ler "A Tragédia na Rua das Flores", do Eça de Queiroz. Se são amantes do Eça e da sua literatura descritiva, rica e emotiva, recomendo vivamente este livro. O título é a melhor síntese que se pode arranjar para fazer uma apreciação geral da obra. Comprem o livro. Leiam. Experimentem. Nunca me canso de ler as coisas do Eça e o "Primo Basílio" continua a ser uma das minhas obras preferidas. Maravilhosamente bem escrito, a nossa imaginação tem as comportas abertas para entrar no mundo das personagens e esboçar cada detalhe. Cada fisionomia viva, cada andar, cada côr pintada. É tudo ao critério do leitor. Mas haverá coisa mais livre, subjectiva e maravilhosa que conceber um mundo só novo, ler uma história e adaptá-la à nossa vivência e inteligência?

"The Village". Não vi mas quero ver. Adoro cinema e já não vou ao cinema há um bom par de semanas. Confesso que me tem feito muita falta. Já sabem, aceito convites.

Agora, vou arrumar as "meias", uma expressão para "guardar os podres dentro de uma gaveta cerradinha" e vou continuar o meu diário sobre a fabulosa viagem ao Egipto. A terra mais linda que conheço..

"Viu o anúncio?.."

setembro 26, 2004

(Des)Encontros

"Vou ter saudades.."

Oh Rafael..

Hoje tou particularmente introspectiva e pensativa. Sempre fui assim, uma conchinha de sentimentos e emoções, todas trabalhadas e lascadas, como uma obra de arte rudimentar, cuja mensagem supera as nossas expectativas. Mas hoje, sinto-me mais..presa a ti, presa aos teus olhos que tanto anseio rever.

Só desejava poder expressar, abertamente, os meus sentimentos por ti. Dizer que te adoro, que te quero, sem constrangimentos, medos, inseguranças. E como queria ter feedback, saber que sentes o mesmo por mim, que me desejas, que anseias estar comigo a todo o segundo, de cada minuto, de cada ínfimo dia, de cada longo dia que é uma eternidade. Apetece-me escrever um poema..Assim é.

Num limiar de escadas quebradas,

Chamaste-me, sussurraste, algo proclamaste,

Num hábito castanho e levado, por três almas, surpresas e paradas.

Numa vermelhidão de dois lábios rosados, te sorri, sem saber,

Sem te conhecer, me rasguei, me perdi, te recebi sem prever.

E em cada dois andares destruídos, em cada um dos desejos desconhecidos,

Senti essa fugaz brutalidade a tomar conta de mim,

A embalar a minha alma e sensibilidade, fazendo desejar-te,

Vivendo para te ler a alma, esse espelho inquebrável,

Esse enigma indecifrável, respeitável,

Apenas, vivendo os segundos que passavas diante do meu jardim.

Gestos, olhares, desvaneios nos aproximaram,

Sem saber o que fazer quando estava perto de ti,

Acalmar um coração, que sofria, num abismo de olhar, incontornável,

Te queria, fugazmente e libertinamente, subir a escala etária e te poder conquistar..

Dados, símbolos, iconografias físicas nos envolviam, enquanto todos se riam,

E ao passar em mudar, o público só conseguia cochichar.

Mas os toques que nos sorriam, a proximidade que nos tecia,

Mordeu-me docemente um dia, a vontade de me largar,

Destemida, pelo teu amor lutar, pintar de luar os teus olhos,

Unir, incessantemente, os nossos corpos.

Com poucas letras se faz de ti, um ser humano incrível,

Cuja rigidez floresce num rio de plenas flores e de amores,

Cujas mensagens se envaidecem de si,

Me deixam cada vez mais apaixonada por ti..

Nestas milésimas replicadas de sofrimento, espero cada segundo, amarguradamente,

Por uma confirmação de andar, um movimento que me faça alegrar,

Só tu me podes ter, só tu me podes ensinar..

A arte da vida, a arte do amor, contida num olhar...

setembro 22, 2004

Here I am..


Caros amigos.. Tou viva..E bem?..já estive pior nestes dias..e por isso, resumo este posting a dizer:

"Carpe Diem". Tudo tem uma razão de ser na vida, só falta descobri-la.

Beijinhos. I'll be back.

setembro 16, 2004

Nota mental..

"A" "A" "A" "A" "A" "A" "A" "A"...


SENSAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


CARAMBA, CARALHOOO! NÃO VI O ERRO!!!!